A estudante Maria Eduarda Garcia convidou seu melhor amigo, João Tavares, para ser seu par na tradicional dança de sua festa de 15 anos. A comemoração foi realizada em dezembro, em Uberlândia (MG). João não tem o movimento dos braços e das pernas, e a cena dos dois dançando emocionou os convidados.
“Eu achei o resultado final perfeito”, diz João sobre a coreografia. O estudante conta que achou o processo dos ensaios muito divertido e com um clima leve. O coreógrafo responsável pela dança, Jô Carísio, diz que essa atmosfera de diversão e colaboração foi o que tornou o projeto possível.

Em vez de criarem a coreografia antes de apresentá-la à dupla que faria a dança, Jô e Neide decidiram fazer uma apenas pré-montagem. “A gente tinha uma ideia inicial e, quando houve os ensaios, fizemos um trabalho em equipe. A Duda e o João foram nos auxiliando a ir montando dentro das possibilidades”, diz.
Os coreógrafos optaram por esse caminho pois não encontraram exemplos de danças em que o cadeirante não tivesse o movimento dos braços, que é o caso de João. Assim, todo o processo de criação teve que começar do zero. “Mas ele não ter o movimento dos braços deixou tudo ainda mais bonito, na nossa opinião”, diz Jô.
Fonte: Metrópoles
Julia Portela
Foto e Vídeo: Reprodução






