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12 de junho de 2026

Funcionário morre após acidente no Snowland e caso levanta questionamentos

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Acidente ocorreu no último dia 10, em uma área técnica do parque; Polícia Civil e Ministério do Trabalho investigam as circunstâncias da morte de Kelvin Tavares da Silva

A morte de um funcionário do Snowland, em Gramado, segue repercutindo e levantando questionamentos sobre segurança no trabalho nos bastidores de um dos empreendimentos turísticos mais conhecidos da Serra Gaúcha.

O caso ocorreu no último dia 10, durante um procedimento de manutenção em uma área técnica e restrita do parque, sem acesso ao público. A vítima foi identificada como Kelvin Tavares da Silva, colaborador do setor de manutenção do Snowland.

De acordo com informações preliminares sobre o caso, o acidente teria ocorrido por volta das 8h35, justamente em um dia reservado para reparos, vistorias e manutenções nas estruturas do complexo. Às quartas-feiras, o Snowland permanece fechado ao público para esse tipo de procedimento interno.

Kelvin realizava um serviço técnico envolvendo uma esteira/equipamento mecânico instalado na estrutura de uma das atrações quando sofreu o acidente. Ainda conforme as informações iniciais, parte de suas vestimentas teria sido puxada pelo equipamento em funcionamento.

O acidente provocou ferimentos graves. Equipes de atendimento foram mobilizadas, e Kelvin foi encaminhado ao Hospital Arcanjo São Miguel, em Gramado. Apesar dos esforços das equipes médicas, ele não resistiu aos ferimentos e morreu no fim da tarde.

A Polícia Civil instaurou investigação para apurar as circunstâncias da morte. O Ministério do Trabalho e Emprego também acompanha o caso e deve analisar as condições de segurança, os procedimentos operacionais adotados, os documentos técnicos relacionados à atividade e eventuais responsabilidades.

O local do acidente passou por vistoria técnica. A apuração deve verificar, entre outros pontos, se houve falha no maquinário, se os protocolos de bloqueio e desligamento do equipamento foram cumpridos e se todas as normas de segurança estavam sendo observadas no momento da manutenção.

A Gramado Parks, empresa responsável pelo Snowland, divulgou nota à imprensa ainda antes da confirmação do óbito. Na manifestação, a empresa informou que os fatos estavam sendo averiguados pelos órgãos cabíveis, em conjunto com o time interno, e afirmou que prestava apoio ao colaborador e à família. Após a confirmação da morte, o caso passou a ser acompanhado pela Polícia Civil e pelo Ministério do Trabalho.

Mas a gravidade do caso exige mais do que uma nota oficial.

Quando um trabalhador sai de casa para cumprir sua função e perde a vida durante o expediente, a sociedade tem o direito de cobrar respostas claras. Principalmente quando o acidente acontece dentro de uma estrutura turística de grande porte, conhecida nacionalmente e frequentada por milhares de pessoas.

Não se trata de condenar antecipadamente a empresa. Trata-se de exigir transparência, apuração rigorosa e respeito à memória de quem perdeu a vida trabalhando.

Algumas perguntas precisam ser respondidas pelas autoridades competentes: quais protocolos de segurança estavam sendo seguidos no momento do acidente? O equipamento estava devidamente bloqueado para manutenção? A esteira deveria estar em funcionamento durante o serviço técnico? O trabalhador atuava sozinho ou acompanhado? Havia supervisão técnica no local? Todos os procedimentos previstos pelas normas de segurança foram cumpridos?

Essas respostas não interessam apenas à família da vítima. Elas interessam aos trabalhadores, aos frequentadores, ao setor turístico e à própria cidade, que depende da credibilidade dos seus empreendimentos.

O detalhe de que o acidente ocorreu justamente em um dia reservado para manutenção reforça a necessidade de uma apuração técnica rigorosa sobre os protocolos adotados no momento do serviço.

O turismo encanta quando aparece nas vitrines, nas fotos e nas experiências vendidas ao público. Mas ele também depende de quem trabalha nos bastidores, muitas vezes longe dos olhos dos visitantes, garantindo que tudo funcione.

A morte de Kelvin Tavares da Silva não pode ser tratada como mais um registro de ocorrência. É uma tragédia que exige investigação séria, respostas objetivas e compromisso real com a segurança de quem trabalha.

Matéria em atualização.

Redação IO
Imagem Ilustrativa

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