
Mulher foi presa após body scanner identificar aparelhos e cerca de 200 gramas de maconha durante procedimento de entrada em unidade prisional
Um flagrante registrado em uma unidade prisional de Maceió voltou a acender o alerta sobre um dos maiores desafios do sistema penitenciário: impedir a entrada de celulares, drogas e outros materiais proibidos durante as visitas.
Segundo informações divulgadas pela Secretaria de Estado de Ressocialização e Inclusão Social, uma mulher foi presa ao tentar entrar na Penitenciária de Segurança Máxima de Alagoas com seis aparelhos celulares e aproximadamente 200 gramas de maconha. O material teria sido identificado durante a revista realizada com o uso do body scanner.
A visitante iria encontrar o marido, que cumpre pena na unidade, quando foi submetida ao procedimento de segurança. Após a identificação dos objetos, ela foi encaminhada à Central de Flagrantes, onde foi autuada.
O caso chama atenção não apenas pelo volume do material apreendido, mas pelo que ele representa dentro do sistema prisional. Celulares em presídios podem servir como ferramenta de comunicação irregular entre detentos e pessoas do lado de fora, dificultando o controle das unidades e ampliando o risco de articulação de crimes.
Nos últimos anos, estados de todo o país vêm reforçando o uso de tecnologia para tentar fechar essas brechas. Em Alagoas, operações recentes também têm buscado retirar aparelhos, carregadores, chips e outros itens proibidos das unidades prisionais. O objetivo é reduzir a comunicação ilícita e aumentar a segurança dentro e fora dos presídios.
A prisão da visitante também reforça um ponto sensível: a revista em unidades prisionais precisa equilibrar segurança, dignidade e eficiência. O uso de equipamentos como o body scanner surge justamente como uma alternativa tecnológica para detectar materiais proibidos sem procedimentos invasivos, mas a fiscalização segue sendo um dos momentos mais críticos das visitas.
Para as autoridades, cada tentativa frustrada de entrada de celular ou droga representa uma barreira a mais contra a atuação de grupos criminosos dentro das unidades. Para a sociedade, o caso mostra que a segurança prisional não termina nos muros do presídio. Ela começa também no controle de acessos, nas visitas, na fiscalização e na capacidade do Estado de impedir que o crime continue se comunicando de dentro para fora.
A ocorrência deve seguir os trâmites legais, e caberá à investigação esclarecer as circunstâncias da tentativa, a origem do material e se havia participação de outras pessoas.
A reportagem não localizou manifestação da defesa da mulher presa até a publicação. O espaço permanece aberto para atualização, caso haja posicionamento oficial.
Redação IO
Imagem: Ascom Seris







