
Procedimento administrativo cobra informações sobre vigilância epidemiológica, combate ao mosquito, atendimento aos pacientes e campanhas de prevenção
O Ministério Público do Estado de Alagoas (MPAL) instaurou um procedimento administrativo para acompanhar as medidas adotadas pela Prefeitura de Satuba diante do risco de surto de dengue no município, localizado na Região Metropolitana de Maceió.
A atuação foi formalizada por meio de uma portaria publicada no Diário Oficial e tem como base informações epidemiológicas fornecidas pela Secretaria de Estado da Saúde de Alagoas (Sesau). Satuba está entre os municípios classificados em situação de risco para o avanço da doença.
Com a abertura do procedimento, a Promotoria de Justiça de Satuba determinou o envio de um ofício à Secretaria Municipal de Saúde. O órgão municipal terá dez dias para apresentar informações detalhadas sobre as providências já executadas e as ações planejadas para conter a transmissão da dengue.
Entre os esclarecimentos solicitados estão as medidas de vigilância epidemiológica, o trabalho dos agentes de combate às endemias, as estratégias para eliminar focos do mosquito, a estrutura de atendimento aos pacientes e as campanhas de orientação destinadas à população.
MP quer comprovação das medidas
O procedimento permitirá que o Ministério Público acompanhe a resposta do município e verifique se as iniciativas adotadas são suficientes para evitar o agravamento do cenário epidemiológico.
Segundo as informações divulgadas, a medida também foi necessária porque o prazo de uma apuração preliminar terminou antes da conclusão de todas as providências investigativas. Com o novo procedimento, o MPAL poderá aprofundar a análise e, caso identifique falhas ou omissões, adotar outras medidas legais.
A cobrança ocorre em um período de atenção para as doenças transmitidas pelo mosquito Aedes aegypti. Em 2026, a Sesau lançou um plano estadual de enfrentamento das arboviroses, com ações voltadas à redução dos casos de dengue, zika e chikungunya, ao fortalecimento da vigilância e à ampliação da assistência à população.
A secretaria estadual também alertou que a alternância entre chuvas e períodos de sol favorece a formação de criadouros e aumenta o risco de proliferação do mosquito, exigindo atuação conjunta dos órgãos públicos e dos moradores.
Prevenção deve começar dentro de casa
O controle do Aedes aegypti continua sendo a principal forma de prevenção. Reservatórios de água devem permanecer fechados, enquanto pneus, vasos, garrafas, calhas, recipientes e outros objetos capazes de acumular água precisam ser vistoriados regularmente.
Os sintomas mais comuns da dengue incluem febre alta, dores no corpo e nas articulações, dor atrás dos olhos, mal-estar, falta de apetite, dor de cabeça e manchas vermelhas na pele. Diante desses sinais, a orientação é procurar uma unidade de saúde e evitar a automedicação.
O procedimento permanecerá em andamento enquanto o Ministério Público analisa as informações solicitadas e acompanha as medidas adotadas pela gestão municipal para proteger a população.
Redação IO
Imagem: Reprodução








