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9 de junho de 2026

Jornalista da Globo é atacado por pitbull sem guia e caso reacende alerta sobre responsabilidade dos tutores

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José Roberto Burnier relatou ter sido ferido durante passeio com seus cães em São Paulo; episódio levanta debate sobre circulação de animais em áreas públicas

O jornalista José Roberto Burnier, apresentador do SP2, da TV Globo em São Paulo, relatou nas redes sociais que foi atacado por um pitbull enquanto passeava com seus cães neste domingo, 7. O animal, segundo o comunicador, estaria sem guia e sem focinheira no momento em que avançou contra ele e contra uma de suas cadelas.

Burnier precisou receber atendimento médico após o ataque. Ele informou que levou quatro pontos na mão e passou por outros curativos, mas tranquilizou os seguidores ao dizer que estava bem depois do atendimento.

O caso ganhou repercussão nacional porque toca em um tema recorrente nas cidades brasileiras: a responsabilidade dos tutores durante passeios com cães em vias públicas, parques, calçadas e áreas de convivência. Mais do que uma discussão sobre raça, o episódio expõe a necessidade de controle, cuidado e respeito às regras de segurança.

Em sua publicação, Burnier classificou o ocorrido como resultado de irresponsabilidade. O jornalista contou que a tutora caminhava com mais de um cachorro e que justamente o animal mais forte estava solto no momento do ataque.

A legislação paulista estabelece regras para a condução de cães em espaços públicos, especialmente em relação a raças de maior força física e potencial de dano em caso de ataque. Em situações como essa, o tutor pode responder administrativamente, civilmente e, dependendo das circunstâncias, também na esfera penal.

Especialistas em comportamento animal costumam reforçar que nenhum cão deve ser tratado apenas pelo estigma da raça. O ponto central é a posse responsável. Animais fortes, reativos, inseguros ou com histórico de agressividade exigem condução adequada, equipamentos corretos, socialização, acompanhamento profissional quando necessário e, principalmente, responsabilidade de quem os leva para a rua.

O ataque sofrido por Burnier serve de alerta para uma rotina comum em muitas cidades. Passear com animal solto pode parecer inofensivo para o tutor, mas representa risco para pedestres, crianças, idosos, ciclistas, outros cães e até para o próprio animal. Em uma situação de descontrole, o dano pode ser grave e o responsável pode enfrentar consequências legais.

O episódio também reforça a importância de fiscalização e orientação em espaços públicos. A convivência entre pessoas e animais depende de bom senso, respeito e cumprimento das normas. Cuidar bem de um cão também significa evitar que ele ofereça risco a terceiros.

Burnier afirmou que espera que o caso sirva de alerta para outros tutores. A mensagem é simples, mas necessária: amor por animais não combina com negligência. Na rua, segurança precisa vir antes da conveniência.

Redação IO
Imagem: Reprodução

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