
Mensagens atribuídas ao investigado mencionavam ataques contra forças de segurança; operação terminou com apreensão de arma, granada, drogas e câmeras clandestinas
Antes de morrer em confronto, “Ratão” ameaçou policiais e disse que Coruripe “ficaria pequeno”
Mensagens atribuídas ao investigado mencionavam ataques contra forças de segurança; operação terminou com apreensão de arma, granada, drogas e câmeras clandestinas
Mensagens atribuídas a Daniel Berto de Oliveira, conhecido como “Dan” ou “Ratão”, mostram ameaças contra policiais, moradores e supostos integrantes de grupos rivais antes de sua morte durante uma operação realizada nesta quarta-feira, 16 de setembro, em Coruripe, no Litoral Sul de Alagoas.
Os registros foram apresentados pela Polícia Civil no contexto da Operação Eclipse Fase 2. Em uma das mensagens, Daniel afirmava que “Coruripe vai ficar pequeno”. Em outras publicações, ameaçava promover represálias contra pessoas que teriam comemorado a morte de integrantes do grupo criminoso ao qual ele seria ligado.
As mensagens também mencionavam a possibilidade de um ataque com granada contra o Centro Integrado de Segurança Pública de Coruripe. Conforme a Polícia Civil, o investigado publicava imagens de armas nas redes sociais e utilizava o Instagram para anunciar locais de comercialização de drogas.
A autoria e o contexto das mensagens são informações apresentadas pela investigação policial.
Operação Eclipse Fase 2
Daniel era alvo de um mandado de prisão preventiva e foi localizado durante a segunda fase da Operação Eclipse, conduzida pela Unidade de Homicídios da 7ª Região, com apoio da 9ª Companhia Independente da Polícia Militar.
Segundo a versão divulgada pelas forças de segurança, ele não teria obedecido às ordens de rendição e efetuou disparos contra os policiais durante a abordagem. As equipes reagiram e o investigado foi atingido.
Daniel recebeu atendimento e foi encaminhado para uma unidade hospitalar, mas não resistiu aos ferimentos.
A ocorrência registrada nesta quarta-feira resultou somente na morte de Daniel. Ela não deve ser confundida com outra operação realizada em Coruripe na segunda-feira, dia 14, que terminou com dois suspeitos mortos e um terceiro preso.
Granada, arma e drogas apreendidas
Durante o cumprimento das determinações judiciais, as equipes apreenderam uma arma de fogo, uma granada e porções de substâncias apontadas como entorpecentes.
A presença do artefato explosivo exigiu o acionamento de especialistas da Coordenadoria de Recursos Especiais. A granada foi retirada do local de maneira segura.
Os policiais também encontraram câmeras instaladas clandestinamente. De acordo com a investigação, os equipamentos eram utilizados para monitorar a movimentação das forças de segurança na região.
Suspeitas de envolvimento em homicídios
A Polícia Civil informou que Daniel se apresentava nas redes sociais como integrante de uma facção criminosa e era considerado um investigado de alta periculosidade.
Ele era investigado por uma tentativa de homicídio contra um mototaxista, ocorrida no dia 11 de setembro, em Coruripe. O crime teria sido registrado por câmeras de segurança.
As investigações também apuravam a possível participação de Daniel nas mortes de dois homens conhecidos como “Mago Tattoo” e “Erick Mototáxi”. As suspeitas ainda estavam sob investigação e não haviam resultado em condenação judicial.
A localização do investigado, conforme a polícia, foi possível após um trabalho de inteligência. Daniel mudaria frequentemente de endereço e transitava por diferentes cidades do interior de Alagoas para dificultar sua localização.
As circunstâncias da morte decorrente da intervenção policial deverão ser formalmente apuradas, conforme os procedimentos previstos para esse tipo de ocorrência.
Redação IO
Imagem: Reprodução








