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23 de maio de 2026

Maceió encanta turistas, mas cuida bem de quem mora aqui? Ranking acende alerta sobre qualidade de vida

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Capital alagoana aparece entre os piores desempenhos do país no IPS Brasil 2026, mesmo sendo uma das cidades mais desejadas por visitantes

Maceió é linda. Disso quase ninguém discorda. Suas praias, sua orla e sua força turística fazem da capital alagoana uma das cidades mais encantadoras do Brasil. Mas um novo ranking nacional joga luz sobre uma pergunta incômoda: a cidade que encanta quem visita também oferece qualidade de vida para quem vive nela todos os dias?

De acordo com o Índice de Progresso Social Brasil 2026, Maceió somou 61,96 pontos e ficou entre os menores resultados das capitais brasileiras, à frente apenas de Macapá e Porto Velho. O levantamento avaliou os 5.570 municípios do país com base em 57 indicadores sociais e ambientais, considerando áreas como saúde, educação, segurança, moradia, inclusão social e oportunidades.

O resultado incomoda porque revela um contraste que a população conhece bem: uma capital que cresce na vitrine, atrai turistas, movimenta a economia e ganha destaque nacional, mas que ainda carrega desafios profundos na vida real do cidadão comum.

Afinal, de que adianta uma cidade ser cartão-postal se parte da população ainda enfrenta dificuldades para acessar direitos básicos, segurança, educação e oportunidades? Beleza natural é um privilégio. Mas qualidade de vida exige gestão, planejamento, inclusão e políticas públicas que cheguem de verdade aos bairros, às famílias e aos trabalhadores.

No ranking das capitais, Curitiba lidera com 71,29 pontos, seguida por Brasília e São Paulo. Na outra ponta aparecem Salvador, Maceió, Macapá e Porto Velho, evidenciando diferenças importantes entre os grandes centros urbanos brasileiros. A média nacional do IPS Brasil 2026 foi de 63,40 pontos, acima da nota registrada por Maceió.

O estudo também aponta que os maiores gargalos do país estão na dimensão Oportunidades, que envolve direitos individuais, inclusão social e acesso à educação superior. Entre os componentes mais críticos aparecem Direitos Individuais, Acesso à Educação Superior e Inclusão Social.

Para Maceió, o alerta é claro. A capital não pode viver apenas da força de sua imagem turística. É preciso transformar beleza em bem-estar, crescimento em inclusão e visibilidade em melhoria concreta para quem mora na cidade.

Maceió encanta quem chega. Mas o grande desafio é outro: fazer com que quem vive aqui também sinta orgulho da cidade pela qualidade de vida que recebe, e não apenas pela paisagem que vê.

Redação IO
Imagem: Marco Freepik/bydronevideos

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