
Evento reúne gastronomia, música, quadrilha e valorização do empreendedorismo local em clima de São João
Arapiraca já entrou de vez no clima junino, e um dos reflexos mais simbólicos desse período é o Festival do Cuscuz, que voltou a transformar o Mercado do Artesanato em um espaço de encontro entre tradição, sabores e identidade nordestina.
Em sua terceira edição, o evento acontece entre os dias 4 e 6 de junho e reúne não apenas a culinária típica, mas também música, dança e ações de valorização cultural e econômica da cidade.
Mais do que um festival gastronômico, a programação reforça um sentimento de pertencimento. O cuscuz, tão presente na mesa do nordestino, aparece como símbolo de afeto, memória e simplicidade, enquanto o Mercado do Artesanato ganha ainda mais força como ambiente de convivência e expressão popular.
A iniciativa é realizada pela Prefeitura de Arapiraca, por meio da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico, com apoio de outras secretarias municipais.
A abertura da programação contou com a apresentação do grupo de xaxado Balança Mas Não Cai, que relembra o universo do cangaço, além da participação musical de Severo do Acordeon. Já nesta sexta-feira, o público acompanha show do grupo Tamo Junto, com repertório junino e clássicos do baião, do forró e da MPB, além de uma apresentação especial da quadrilha Alvorecer do Sertão
O encerramento, no sábado, promete manter o ritmo da festa com atrações como Sanfoneiro Touro e Di Barbosa. A programação também inclui o desfile São João que me Veste – Tramas Femininas, com participação das empreendedoras do Elas que Movem, ampliando o espaço para a moda, o protagonismo feminino e a economia criativa dentro do evento.
Em tempos em que muitos festejos acabam sendo vistos apenas pelo lado do entretenimento, o Festival do Cuscuz mostra que a cultura popular também é ferramenta de desenvolvimento.
Ao reunir comida típica, artistas locais, grupos culturais e pequenos negócios, o evento fortalece a economia, estimula a circulação de pessoas e reafirma o valor das raízes nordestinas em um período especialmente simbólico para a região.
No fim das contas, o festival vai além do prato servido. Ele celebra um modo de viver, uma memória afetiva compartilhada e a força de uma cultura que continua viva nas feiras, nos mercados, na música e nas tradições que atravessam gerações.
Redação IO
Imagem: Reprodução







