
Dados da Segurança Pública apontam queda de 64,6% no primeiro quadrimestre em comparação com 2012; Maceió e Arapiraca também tiveram redução expressiva nos índices de violência letal
Alagoas encerrou os quatro primeiros meses de 2026 com o menor número de homicídios já registrado para o período desde o início da série histórica. De janeiro a abril, o estado contabilizou 289 Crimes Violentos Letais Intencionais, os chamados CVLIs, segundo dados do Núcleo de Estatística e Análise Criminal da Secretaria de Estado da Segurança Pública.
O número representa uma queda de 64,6% em comparação com o mesmo período de 2012, quando Alagoas registrou 817 homicídios no primeiro quadrimestre. Na comparação com 2025, quando foram contabilizados 349 CVLIs, a redução foi de 17,2%.
Os CVLIs incluem homicídio doloso, feminicídio, latrocínio e lesão corporal seguida de morte. O resultado coloca o estado em um novo patamar dentro da série histórica e reforça a percepção de queda gradual nos indicadores de violência letal.
O mês de abril de 2026 também foi destaque no levantamento. Foram registrados 65 CVLIs em Alagoas, contra 199 casos em abril de 2012, o que representa redução de 67,3%. Em relação a abril de 2025, quando houve 83 registros, a queda foi de 21,7%.
Apesar do avanço, especialistas em segurança pública costumam alertar que a leitura dos dados deve considerar não apenas a queda percentual, mas também a continuidade das políticas de prevenção, investigação, presença territorial e integração entre as forças policiais.
Na capital alagoana, foram contabilizados 107 CVLIs entre janeiro e abril de 2026. No mesmo período de 2012, Maceió havia registrado 316 casos, o que representa uma queda de 66,1%. Em comparação com 2025, quando a capital teve 115 registros, a redução foi de 7%.
Arapiraca, principal cidade do Agreste, também apresentou recuo. O município registrou 20 CVLIs no primeiro quadrimestre de 2026. Em 2013, ano de maior marca histórica da cidade para o período, foram 65 ocorrências, o que representa queda de 69,2%. Na comparação com 2025, quando houve 22 registros, a redução foi de 9,1%.
A queda nos homicídios representa um dado relevante para Alagoas, especialmente em um estado que já ocupou posições preocupantes nos rankings de violência do país. No entanto, a redução dos índices não elimina a necessidade de atenção permanente.
A manutenção dos resultados depende de planejamento, inteligência policial, investigação qualificada, presença do Estado em áreas vulneráveis, políticas sociais e acompanhamento contínuo dos dados. Em segurança pública, a redução dos números é um avanço, mas a consolidação desse cenário exige continuidade.
O desafio agora é transformar a queda histórica em tendência sustentável, garantindo que os resultados cheguem à população não apenas como estatística, mas como sensação real de segurança nas ruas, nos bairros e nas comunidades.
Redação IO
Imagem Ilustrativa





