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31 de julho de 2026

Fuga em massa no RN: 11 presos escapam por tubulação após arrancarem vaso sanitário

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Grupo abriu uma passagem na cela, utilizou corda feita com lençóis para superar a muralha e segue foragido; operação reúne diferentes forças de segurança e aeronaves

Uma fuga em massa mobiliza as forças de segurança do Rio Grande do Norte nesta sexta-feira (31). Onze presos conseguiram escapar da Penitenciária Estadual Rogério Coutinho Madruga, localizada no Complexo Penal de Alcaçuz, em Nísia Floresta, na Região Metropolitana de Natal.

A ação ocorreu por volta das 5h30. Ao todo, 13 internos saíram da cela, mas dois foram recapturados ainda na área da unidade pelos policiais penais. Os outros 11 permaneciam foragidos até a atualização mais recente localizada.

Vaso sanitário foi retirado para abrir passagem

De acordo com a Secretaria da Administração Penitenciária do Rio Grande do Norte, os detentos retiraram um vaso sanitário feito de concreto e alumínio e escavaram uma passagem pela área da tubulação.

Depois de deixarem a cela, os presos alcançaram a parte externa da penitenciária e utilizaram uma corda artesanal confeccionada com lençóis para superar a muralha. Parte da movimentação foi registrada pelas câmeras de monitoramento da unidade.

A fuga foi percebida pelos policiais penais responsáveis pelas imagens de vigilância. O alarme foi acionado, permitindo a recaptura de dois integrantes do grupo antes que deixassem completamente o complexo. Segundo a Polícia Penal, não houve motim.

Buscas envolvem helicópteros e diferentes forças

A operação de recaptura reúne agentes das polícias Penal, Militar e Civil, além da Polícia Rodoviária Federal e da Guarda Municipal de Parnamirim.

As aeronaves Potiguar 1 e Potiguar 2 também foram empregadas para ampliar as buscas na região do presídio e em áreas próximas. Até o fechamento desta matéria, não havia confirmação pública de novas recapturas.

Os fugitivos foram identificados como:

Cleidson Martins Dantas, Thiago da Silva Maia Braga, Diogo da Luz Silva, Isaac Donato Rodrigues, Kaio do Nascimento Gomes, Tiago Nogueira da Silva, Petrúcio Railande dos Santos, Jackson Matheus Martins Simões, Jonatas Ferreira Isis Dorea da Silva, Eliandson Luciano de Lima e Julianderson Francisco Nogueira.

Sindicato denuncia falhas de segurança

A presidente do Sindicato dos Policiais Penais do Rio Grande do Norte, Vilma Batista, afirmou que alguns dos fugitivos seriam apontados como lideranças do Comando Vermelho. A informação sobre a presença de integrantes da facção entre os foragidos foi confirmada pela Seap à Tribuna do Norte.

A dirigente sindical também denunciou dificuldades enfrentadas pelos servidores, como baixo efetivo, guaritas desativadas, coletes vencidos e problemas no funcionamento das câmeras.

Essas declarações partem do sindicato e deverão ser verificadas durante a apuração oficial. Ainda assim, levantam uma questão importante: como 13 presos conseguiram sair de uma mesma cela, abrir uma passagem pela tubulação e alcançar a muralha sem serem impedidos antes?

Procedimento vai investigar responsabilidades

A Secretaria da Administração Penitenciária informou que abrirá um procedimento administrativo para esclarecer as circunstâncias da ocorrência e identificar possíveis falhas ou responsabilidades.

A apuração deverá verificar há quanto tempo a passagem vinha sendo escavada, se havia sinais de danos na estrutura da cela, quantos agentes estavam de serviço e se todos os equipamentos de monitoramento funcionavam adequadamente.

Também será necessário esclarecer como os detentos conseguiram confeccionar e esconder a corda de lençóis, por que estavam reunidos na mesma cela e quanto tempo transcorreu entre a saída do primeiro preso e o acionamento do alarme.

Fuga expõe vulnerabilidade dentro de unidade prisional

O episódio não pode ser reduzido a uma fuga engenhosa. Onze presos estão fora do sistema prisional, alguns apontados pelas autoridades como integrantes de organização criminosa, enquanto equipes policiais realizam uma operação de grande alcance para tentar recapturá-los.

A prioridade imediata é localizar os fugitivos. Mas, depois disso, o governo potiguar terá de apresentar respostas objetivas sobre a segurança da penitenciária.

A população precisa saber se houve falha estrutural, deficiência de pessoal, problemas nos equipamentos de vigilância ou combinação desses fatores.

Até o fechamento desta matéria, os 11 detentos continuavam foragidos e as buscas seguiam ininterruptamente.

Matéria em atualização.

Redação IO
Imagem: Reprodução

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