
Com convenções partidárias se aproximando, grupos de JHC e Renan Filho avaliam nomes capazes de ampliar alianças, fortalecer a presença no interior e equilibrar interesses políticos
A disputa pelo Governo de Alagoas entrou em uma fase decisiva, mas as principais chapas ainda convivem com uma indefinição considerada estratégica: a escolha dos candidatos a vice-governador.
Os grupos liderados por JHC, do PSDB, e Renan Filho, do MDB, analisam alternativas que possam agregar força eleitoral, ampliar alianças partidárias e garantir maior presença nas diferentes regiões do estado. Até o momento, porém, nenhuma das duas composições foi oficialmente apresentada.
Mais do que ocupar um espaço na chapa, o candidato a vice pode funcionar como peça de equilíbrio entre partidos, lideranças regionais e grupos com diferentes perfis ideológicos. A decisão também pode influenciar diretamente o desempenho das candidaturas no Agreste, Sertão e interior alagoano.
Renan Filho avalia composição política
No grupo de Renan Filho, diferentes nomes passaram a circular nas articulações políticas. Entre eles estão o empresário e primeiro suplente de senador Fernando Farias, o deputado federal Rafael Brito e o deputado estadual Ronaldo Medeiros, presidente do PT em Alagoas.
A Federação Brasil da Esperança, formada por PT, PV e PCdoB, reivindica participação na chapa majoritária. O grupo argumenta que a aliança nacional com o MDB e o apoio à pré-candidatura de Renan Filho justificariam a indicação do candidato a vice.
A vice-prefeita de Arapiraca, Rute Nezinho, também chegou a ser mencionada nos bastidores. A possibilidade, entretanto, foi negada por sua equipe política. O deputado estadual Ricardo Nezinho reafirmou que o projeto eleitoral permanece voltado à pré-candidatura de Rute à Câmara dos Deputados.
A negativa mantém aberta a busca por um nome capaz de representar o Agreste e, ao mesmo tempo, acomodar os diferentes partidos que integram a base de Renan Filho.
Fernando Farias aparece como uma alternativa de confiança dentro do grupo. Ele é o primeiro suplente de Renan Filho no Senado. Rafael Brito, por sua vez, reúne experiência administrativa e atuação parlamentar, além de possuir proximidade com setores importantes do MDB.
Ronaldo Lessa e Célia Rocha aparecem no grupo de JHC
Na chapa liderada por JHC, o vice-governador Ronaldo Lessa permanece como um dos nomes mais próximos da composição. Os dois anunciaram uma aliança política e Lessa já demonstrou disposição para disputar novamente o cargo de vice-governador.
Apesar da aproximação, setores mais conservadores da base de JHC avaliam com cautela a presença de Lessa na chapa, especialmente por sua trajetória política ligada ao campo da centro-esquerda.
Nesse cenário, o nome da ex-prefeita de Arapiraca e ex-deputada federal Célia Rocha também passou a ser considerado. Filiada ao PSDB e presente em agendas políticas de JHC pelo interior, ela poderia fortalecer a candidatura no Agreste e ampliar a participação feminina na chapa.
A escolha entre um nome com experiência estadual, como Ronaldo Lessa, ou uma liderança com forte ligação com o interior, como Célia Rocha, revela o desafio enfrentado pelo grupo de JHC para equilibrar alianças e diferentes segmentos do eleitorado.
Arapiraca ganha importância na definição
A presença de nomes ligados a Arapiraca nas articulações das duas chapas mostra o peso eleitoral do município na disputa estadual. Considerada a principal cidade do interior de Alagoas, Arapiraca ocupa posição estratégica para os grupos de JHC e Renan Filho.
O prefeito Luciano Barbosa, filiado ao MDB, mantém relações políticas com lideranças situadas em campos diferentes da eleição. Essa configuração pode levá-lo a adotar uma posição mais cautelosa durante a campanha, evitando um rompimento direto com qualquer um dos grupos.
Enquanto as decisões não são anunciadas, as negociações seguem concentradas na capacidade de cada possível vice ampliar votos, reduzir resistências e consolidar apoios.
Os partidos e federações têm até 5 de agosto para realizar suas convenções e escolher oficialmente os candidatos. Até lá, a vaga de vice continuará sendo uma das peças mais disputadas do tabuleiro político alagoano.
Redação IO
Imagem: Ilustrativa








