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9 de junho de 2026

Antes da morte, Andressa já havia denunciado violência: suspeito de feminicídio é preso em Maceió

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Mulher de 25 anos foi morta dentro de casa, no Clima Bom, e deixou três filhos; companheiro é apontado pela polícia como principal suspeito do crime

A prisão de Erick Luan da Conceição, apontado pela Polícia Civil como principal suspeito do feminicídio de Andressa Wandely Santos Nascimento, de 25 anos, trouxe novos desdobramentos para um caso que expõe, mais uma vez, a gravidade do ciclo de violência doméstica em Alagoas.

Andressa foi morta na madrugada de 28 de fevereiro deste ano, dentro da residência onde morava, no bairro Clima Bom, em Maceió. Ela era mãe de três filhos. De acordo com as informações da investigação, dois deles teriam presenciado a violência. A vítima foi encontrada sem vida na cozinha da casa.

O caso se torna ainda mais grave porque Andressa já havia procurado as autoridades antes do crime. No início de fevereiro, semanas antes de ser assassinada, ela registrou um boletim de ocorrência por violência doméstica contra o companheiro e solicitou medida protetiva de urgência. Mesmo assim, os dois continuavam vivendo sob o mesmo teto.

Erick Luan estava foragido desde o crime e integrava a lista de procurados da Secretaria de Estado da Segurança Pública de Alagoas. Além da investigação por feminicídio, ele também responde por tráfico de drogas e, segundo informações atribuídas às autoridades, havia deixado o sistema prisional pouco tempo antes da morte de Andressa.

A prisão ocorreu no domingo, 7 de junho, no bairro Santos Dumont, em Maceió. Equipes da Polícia Militar realizavam abordagens em uma área onde pessoas estariam consumindo entorpecentes quando um dos policiais reconheceu o suspeito. Após consulta ao sistema, foi confirmado que havia mandado de prisão em aberto contra ele. Erick não teria oferecido resistência e foi encaminhado para os procedimentos legais.

A morte de Andressa reacende um alerta que não pode ser tratado apenas como estatística. Em muitos casos de feminicídio, a vítima já havia demonstrado sinais de risco, feito denúncias ou buscado proteção antes do desfecho fatal. O desafio das autoridades é garantir que pedidos de socorro sejam acompanhados de respostas rápidas, efetivas e capazes de interromper a escalada da violência.

O caso segue sob investigação da Polícia Civil de Alagoas. O suspeito permanece à disposição da Justiça.

Redação IO
Imagem: Reprodução

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