
Carlos Aliberto foi levado ao HGE com ferimentos; deputado Antônio Albuquerque é citado no relato, mas ainda não apresentou publicamente sua versão
Uma denúncia grave envolvendo violência e poder político precisa ser esclarecida com rapidez, independência e transparência.
O vereador de Anadia Carlos Aliberto dos Santos, de 52 anos, afirma ter sido agredido durante uma reunião realizada na quarta-feira (29), em um edifício empresarial de Maceió. O encontro teria ocorrido para comunicar o rompimento de uma aliança política.
De acordo com o relato divulgado por veículos locais, o deputado estadual Antônio Albuquerque e homens apontados como seus seguranças teriam participado do episódio. Essa acusação, no entanto, ainda precisa ser confirmada por provas, testemunhos e pela investigação policial.
Após o ocorrido, Carlos Aliberto foi socorrido pelo Samu e encaminhado ao Hospital Geral do Estado, onde passou por exames e avaliações médicas. A última informação disponível apontava que ele permanecia clinicamente estável, apesar dos ferimentos.
A UVEAL – União dos Vereadores do Estado de Alagoas anunciou que acompanhará o caso e adotará providências caso a denúncia seja comprovada. O presidente da entidade, Neto Bomfim, repudiou qualquer tentativa de intimidação política e afirmou que “o coronelismo acabou”.
Mas uma nota de repúdio, isoladamente, não responde ao que aconteceu.
É preciso esclarecer quem estava na reunião, onde exatamente ocorreu o episódio, se há imagens de segurança, quem acionou o Samu, quais lesões foram constatadas e se testemunhas já foram ouvidas.
Também é necessário informar se o vereador registrou boletim de ocorrência, se foi submetido a exame de corpo de delito e qual unidade da Polícia Civil conduz a investigação.
O deputado citado deve ter assegurado o direito de apresentar sua versão. Até a última atualização consultada, porém, ele ainda não havia respondido publicamente às acusações, apesar de ter sido procurado por veículo de imprensa.
Se um representante eleito foi agredido por comunicar uma mudança de apoio político, o episódio ultrapassa uma disputa entre grupos: representa possível violência destinada a constranger uma decisão política.
Se o relato não corresponder aos fatos, a investigação também precisa demonstrar isso de forma clara.
O que não cabe é silêncio, pressão política ou uma apuração sem transparência.
A Polícia Civil precisa informar oficialmente quais providências já foram adotadas. A Assembleia Legislativa também deve esclarecer se acompanhará o caso e se pretende abrir algum procedimento interno.
A sociedade alagoana tem direito a respostas.
Redação IO
Imagens: Reprodução








