DÓLAR HOJE:
Euro Hoje
1 de julho de 2022

Réveillon: setor hoteleiro tem expectativa de quase 100% de ocupação no fim do ano, diz ABIH

Compartilhe este artigo

Compartilhar no facebook
Compartilhar no whatsapp
Compartilhar no twitter
Compartilhar no linkedin
Compartilhar no email

Orla de Maceió Orla de Maceió / Foto: Jonathan Lins

Com o avanço da vacinação em Alagoas e a diminuição da ocupação dos leitos destinados ao tratamento da Covid-19, os setores de turismo e eventos já iniciaram os preparativos para as festas da virada do ano.

O presidente da Associação Brasileira da Indústria de Hotéis de Alagoas (ABIH/AL), Ricardo André, disse ao CadaMinuto que a expectativa do setor é “excelente” e que os hotéis do estado devem registrar uma ocupação próxima de 100% de sua capacidade.

“A liberação dos eventos de Réveillon, com tudo na tendência do normal e a capacidade 100% dos locais de evento, realmente trará um grande resultado e uma ocupação altíssima na hotelaria daqui de Maceió e de Alagoas”, afirmou.

Ricardo André falou, também, que as festas de fim de ano voltarão a aquecer o setor hoteleiro do estado, já que desde 2019, quando apareceram manchas de óleo no litoral nordestino, o setor não tem bons resultados. “É fundamental pra gente manter todo o normal possível para que não tenhamos prejuízos como tivemos nesses últimos dois anos”.

“Em 2019, nós tivemos a questão do óleo, que atrapalhou muito o nosso Réveillon, devido ao receio do turista de vir para o Nordeste, com a aparição de petróleo”, explicou.

Já em 2020, com a pandemia ainda não estabilizada, as festas de fim de ano foram suspensas e o setor foi, novamente, prejudicado.

Para esse ano, com diversos eventos já confirmados e a queima de fogos, promovida pela Prefeitura de Maceió, já sendo planejada, a expectativa é de que a capital receba mais turistas.

“Os eventos de Réveillon são fundamentais para a gente, porque são conectados com o fluxo de turistas que vem para o nosso destino, e os fogos também agregam todo o contexto da apresentação do nosso Réveillon”, comentou o presidente da ABIH.

No entanto, Ricardo André reforça que a ocupação deste ano não vai compensar o prejuízo tido durante a pandemia.

“Essa ocupação que a gente tem a partir de setembro, com perspectiva até fevereiro, isso é o normal da gente”, disse, e reforçou que parte das reservas já haviam sido feitas no primeiro semestre, mas tiveram que ser remarcadas.

“A recuperação financeira da hotelaria vai demorar mais tempo, em torno de três a quatro anos, porque realmente houve uma queda grande do capital das empresas para suportar esse período que tivemos de pandemia”, relatou.

Demanda represada

Para este período da pandemia, com a redução de casos e óbitos pela Covid-19, assim como o avanço da vacinação, o governo de Alagoas, através da Secretaria de Desenvolvimento Econômico e Turismo (Sedetur) de Alagoas, investe em mais voos para fomentar o setor, melhorar a oferta da malha aérea e incentivar práticas sanitárias para atender aos turistas.

“A preparação, neste ano, é diante da adequação de protocolos a partir das perspectivas do aumento de turistas no estado que vão movimentar todo o verão, sendo intensificado com as festas e férias de final de ano”, afirmou o titular da pasta, Marcius Beltrão.

Ainda de acordo com a Sedetur, há uma demanda represada de turistas, que não puderam viajar durante a pandemia e estão cada vez mais propensas atualmente. Pesquisas de sites de viagem apontam que Alagoas é um dos principais destinos do país, por isso o estado tem a expectativa de recuperar o fluxo de turistas existente no período pré-pandemia, podendo aumentar consideravelmente.

Március Beltrão afirma estar otimista com as projeções da retomada da economia e do turismo em Alagoas. Ele destaca, ainda, que a pontuação do estado como um dos destinos mais procurados do Brasil é fruto do contínuo trabalho e investimentos do governo no turismo, mesmo durante a pandemia do novo coronavírus, além dos protocolos de segurança e avanço da vacinação.

“É importante destacar que, ao longo da pandemia, com todas limitações e problemas ocasionados pela Covid-19, o governo de Alagoas, através da Sedetur, continuou o trabalho promocional do estado. Isto resultou na excelente pontuação de Alagoas como um dos destinos mais procurados do Brasil; sendo, em muitos levantamentos, o mais buscado para viagens no Nordeste. Isso ocorre também porque houve um esforço do governo do Estado e do trade turístico que atendeu às determinações de cuidado e protocolos de segurança. Por conta disso Alagoas é um dos estados que mais possui o selo de certificação de segurança internacional Safe Travels”, ressaltou o gestor.

Protocolos

Em relação aos protocolos para as festas de final de ano,

, CEO do Réveillon Celebration, conta que só poderá participar do evento quem estiver com o ciclo vacinal completo ou com uma dose e teste PCR.

Sérgio completa que essas medidas, junto com as outras estabelecidas pelo decreto estadual de distanciamento, dão uma segurança maior para o público. A expectativa para o evento este ano é muito positiva. “Quando esse protocolo for divulgado ele vai dar uma segurança maior ao público de estar presente no evento. Há uma demanda reprimida para retorno dos eventos de forma segura.”

Desde o dia 1° de outubro estão permitidos eventos com 50% da capacidade, até dezembro a expectativa do Governo de Alagoas junto ao trade é que seja possível a realização de eventos com 100% da capacidade.

O CEO do Celebration também relata que a sensação de poder voltar a realizar o evento é muito boa e que planeja realizar uma das melhores edições de réveillon. “É o sentimento de trazer de volta alegria para as pessoas, depois de tantas perdas de tantas famílias. A gente sabe que um evento de réveillon é onde você deposita toda a sua esperança para o próximo ano, então essa sensação nos faz querer realizar um dos melhores anos do nosso evento.”

Alerta

Apesar dos protocolos de segurança, a infectologista Luciana Pacheco, alerta que não há segurança ainda, baseado nos números de casos notificados semanalmente. Atualmente, ainda segundo a especialista, estamos vivendo um risco de transmissão moderado.

Pacheco reforça que o ‘passaporte sanitário’, que é a exigência da comprovação de que uma pessoa está imunizada, é uma boa opção para aumentar a segurança, “mas não existe risco 0% nem segurança 100%”.

A médica ressalta que cabe a cada um calcular os riscos e usar os meios de proteção conhecidos até o controle total da pandemia, mas tranquiliza afirmando que estamos chegando perto do fim dela.

Fonte: Cada Minuto
Alícia Flores* e Gabriela Borba*
*Estagiárias sob supervisão da editoria

Compartilhe este artigo

Compartilhar no facebook
Compartilhar no whatsapp
Compartilhar no twitter
Compartilhar no linkedin
Compartilhar no email

Deixe seu comentário

Para comentar na página você deve estar logado em seu perfil do Facebook. Este espaço visa promover um debate sobre o assunto tratado na matéria. Comentários com tons ofensivos, preconceituosos e que firam a ética e a moral poderão ser denunciados, acarretando até mesmo na perda da conta. Leia os termos de uso e participe com responsabilidade.

Comercial

Redação

© 2020-2021 Imprensa Online – Todos os direitos reservados

Desenvolvido Por