Padrasto foi preso nesta segunda-feira
A polícia prendeu, nesta segunda-feira (20), o padrasto do bebê de 8 meses que foi encontrado morto em casa, com sinais de agressões, no último dia 2, no bairro do Tabuleiro do Martins, na parte alta de Maceió.
O homem teria contado, em depoimento, os atos de crueldade praticados contra o pequeno Lucas Felipe da Silva. Em coletiva de imprensa, o delegado Fábio Costa, da Delegacia de Homicídio e Proteção a Pessoa (DHPP), deu detalhes do caso e contou que o padrasto confessou o crime, alegando que desferiu socos na cabeça da criança e pisoteou o bebê porque ele não parava de chorar.
“O laudo do IML deixou claro que não se tratava de queda. O bebê apresentava diversas fraturas no crânio, com perda de tecido cerebral, inclusive.
O crânio estava esfacelado e isso demonstrava que não tinha sido queda. Foi quando interrogamos mais uma vez o padrasto, que confessou e disse que eles estavam bebendo e fazendo uso de drogas, como maconha e crack, quando a criança começou a chorar e ele foi tentar fazê-la dormir do lado de fora, onde era mais ventilado, foi quando aconteceram as agressões”, afirmou Fábio Costa.
Ao ser ouvido pela polícia, o homem contou que, enquanto estava do lado de fora, chegou a pedir uma camisa limpa à esposa e, quando ela pareceu no muro para entregar, ele disse que estava tudo bem. Ao sair do local, que era escuro, o homem estava completamente ensanguentando. Quando questionado de onde vinha aquele sangue, o homem disse que era da boca da criança, que tinha “mordido a língua”.
Mas o que aconteceu, de fato, é que o homem agrediu violentamente o bebê, desferindo murros e chutes contra a cabeça do menino, o que o levou à morte. A gravidade das agressões foi constatada em laudo do Instituto Médico Legal (IML).
“Ele deu socos na cabeça e na boca do bebê, e também pisoteou a cabeça da criança porque ela não parava de chorar”, pontuou o delegado responsável pelas investigações.
Após as agressões, o padrasto teria dado um banho no bebê e entregado a criança à mãe, que tentou, mas não conseguiu amamentar. Eles foram dormir e quando acordaram, a criança estava morta.
Segundo o delegado, a princípio, apenas o homem, que não teve o nome revelado, será indiciado pelo crime. Ele encontra-se na Delegacia de Homicídios, onde estão sendo adotados os procedimentos cabíveis e, de lá, seguirá para o sistema prisional, onde ficará à disposição da Justiça.
Fonte: Gazeta Web
Jamylle Bezerra
Foto: Douglas Lopes/TV Gazeta






