DÓLAR HOJE:
Euro Hoje
29 de abril de 2026

Mercenários aceitam cessar rebelião contra forças russas para ‘evitar banho de sangue’

Ouça este artigo

Compartilhe este artigo

O chefe do grupo paramilitar Wagner, Yevgeny Prigojin, anunciou neste sábado que seus homens, que estavam indo para Moscou vindos do sudoeste da Rússia, estão “retornando” a seus acampamentos “para evitar um banho de sangue”. A decisão foi anunciada após negociações mediadas pela Bielorrússia para encerrar o motim em curso desde a madrugada de hoje (noite de sexta no Brasil).

— Agora é a hora em que o sangue pode correr. É por isso que nossas colunas dão meia-volta e voltam na direção oposta para retornar aos acampamentos — disse Prigojin em um áudio publicado no Telegram.

Antes do anúncio de Prigojin, o presidente bielorrusso, Alexander Lukashenko, com quem Putin conversou pela manhã, garantiu que havia negociado com o líder paramilitar para “parar os movimentos” de seus homens e evitar uma nova escalada e que ele havia aceitado a proposta.

Pelo acordo, o Kremlin garante a segurança dos integrantes do Grupo Wagner, desde que os comboios rumo a Moscou voltem para de onde vieram.

A Rússia instaurou, neste sábado, um “regime de operação antiterrorista” na região de Moscou, depois que o grupo paramilitar Wagner afirmou ter controlado os territórios militares da cidade de Rostov, no Sul do país, informaram agências de imprensa russas. Em pronunciamento pela televisão, o presidente russo, Vladimir Putin, qualificou a rebelião como uma “punhalada pelas costas” e acusou o líder dos mercenários, Yevgeny Prigojin, de ter “traído” a Rússia por sua “ambição desmedida”.

Na véspera, a rixa entre o governo da Rússia e o líder do grupo de mercenários ganhou grandes proporções. Yevgeny Prigojin acusou o Exército russo de bombardear suas bases próximas à linha de frente com a Ucrânia e convocou uma “rebelião armada” contra o comando militar nacional em resposta, levando autoridades no país a investigá-lo, por consequência.

Desde o anúncio da rebelião na madrugada deste sábado (noite de sexta no Brasil), os homens de Wagner estiveram presentes em três regiões russas: Rostov, Voronej e Lipetsk.

O presidente russo, Vladimir Putin, condenou a “traição” de Prigojin e alertou para o risco de uma “guerra civil” em meio ao conflito com a Ucrânia.

Fonte: O Globo
Foto: Reprodução

Compartilhe este artigo

Deixe seu comentário

Para comentar na página você deve estar logado em seu perfil do Facebook. Este espaço visa promover um debate sobre o assunto tratado na matéria. Comentários com tons ofensivos, preconceituosos e que firam a ética e a moral poderão ser denunciados, acarretando até mesmo na perda da conta. Leia os termos de uso e participe com responsabilidade.

Comercial

Redação

© COPYRIGHT 2023 – GOCOM GRUPO ONLINE DE COMUNICAÇÃO. TODOS OS DIREITOS RESERVADOS.

Receba as principais notícias direto em seu celular!

Criamos canais exclusivos para você receber todo conteúdo exclusivo da Imprensa Online, clique abaixo no Whatsapp ou Telegram e fique sempre atualizo.