
Um homem foi preso em flagrante durante uma cirurgia em um gato, em uma clínica de Duque de Caxias, na Baixada Fluminense. Segundo a Polícia Civil do Rio de Janeiro, ele se passava por médico-veterinário e estaria atuando sem habilitação profissional.
A prisão foi realizada por agentes da 59ª DP, que também interditaram o estabelecimento após encontrarem uma série de irregularidades.
De acordo com a investigação, o suspeito usava o registro profissional de outro veterinário para realizar atendimentos e procedimentos. A polícia informou ainda que ele já era alvo de apurações por atuação irregular e foi surpreendido no momento em que realizava um procedimento cirúrgico em um animal.
Gata atendida por ele teve a pata amputada
O caso ganhou ainda mais gravidade após o relato de uma tutora. Conforme informado à polícia, ela levou sua gata para atendimento no dia 11 de julho, quando o homem teria realizado uma cirurgia e afirmado ter colocado dois pinos na perna do animal.
O procedimento, segundo o relato, foi cobrado diretamente da tutora.
Nos dias seguintes, porém, a mulher percebeu sinais de necrose na pata da gata e procurou outra clínica veterinária. Segundo o depoimento apresentado aos investigadores, exames de raio-X mostraram que os dois pinos mencionados não haviam sido implantados.
Ainda conforme o relato, o quadro de necrose evoluiu e levou à necessidade de amputação da perna da gata. A tutora também verificou o número de registro profissional que constava em comprovantes e receituários. De acordo com a investigação, o CRMV informado pertencia, na verdade, a outro médico-veterinário.
Clínica foi interditada
Durante a fiscalização, os policiais encontraram medicamentos veterinários vencidos expostos para venda, além da falta de equipamento adequado para esterilização de instrumentos cirúrgicos.
Também foram apontadas irregularidades relacionadas ao alvará de funcionamento e à licença sanitária do estabelecimento.
Diante da situação, a clínica acabou sendo interditada.
O homem foi autuado em flagrante por exercício ilegal da Medicina Veterinária, estelionato, falsa identidade, maus-tratos a animal e crime contra as relações de consumo, segundo a Polícia Civil.
Polícia procura possíveis outras vítimas
A investigação continua e os policiais tentam identificar outras possíveis vítimas que possam ter utilizado os serviços prestados pelo suspeito.
A Polícia Civil informou ainda que o homem possui registros anteriores relacionados a diferentes ocorrências, entre elas exercício ilegal de profissão, falsidade ideológica, falsa identidade e estelionato. O caso segue sob investigação da 59ª DP de Duque de Caxias.
Redação IO
Imagem: Reprodução/Globo








