DÓLAR HOJE:
Euro Hoje
28 de abril de 2026

Estudo traz novas descobertas sobre reduzir a ingestão de sal

Ouça este artigo

Compartilhe este artigo


Sal: redução do consumo não diminui número de internações, mas melhora qualidade de vida dos pacientes

Não é novidade que pessoas com problemas cardiovasculares são orientadas a diminuir o consumo de sal, mas havia pouca evidência científica por trás da recomendação. Agora, o maior ensaio clínico randomizado – quando se compara o efeito e o valor de uma intervenção em relação a um grupo de controle – sobre a relação da redução de sal na dieta e o impacto num quadro de insuficiência cardíaca traz algumas descobertas sobre a questão. Embora mudanças na ingestão do condimento não tenham baixado o número de hospitalizações e mortes, o que os pesquisadores puderam constatar é que houve melhora dos sintomas, como inchaço, fadiga e tosse, proporcionando mais qualidade de vida aos doentes.

estudo acompanhou 806 pacientes de 26 centros médicos em países como Canadá, Estados Unidos, Chile, Colômbia, México e Nova Zelândia. Todos sofriam de insuficiência cardíaca, uma condição na qual o coração se torna muito fraco para bombear o sangue com eficiência. Metade deles recebia um aconselhamento nutricional tradicional para evitar o condimento, enquanto os demais eram encorajados a adaptar receitas típicas de suas regiões, substituindo temperos por alternativas mais leves, e a evitar comidas processadas. “O que se pode garantir é que qualquer coisa que esteja numa caixa ou numa lata tem mais sal do que se imagina”, afirmou o cardiologista Justin Ezekowitz, professor da Universidade de Alberta.

O objetivo era fazer com que as pessoas utilizassem no máximo 1.500 miligramas de sal por dia, o equivalente a dois terços de uma colher de chá. Antes do estudo, os pacientes consumiam, em média. 2.217 miligramas/dia. Um ano depois, o grupo que teve aconselhamento personalizado havia restringido o uso para 1.658 miligramas, enquanto o restante ainda ingeria 2.072 miligramas.

Os pesquisadores compararam os números relativos a internações e mortes dos dois times, mas não encontraram diferença significativa. No entanto, na avaliação de qualidade de vida, os parâmetros eram superiores para os que tinha conseguido reduzir o consumo. O trabalho foi divulgado na 71ª. Sessão Científica Anual do Colégio Americano de Cardiologia e publicado na revista científica The Lancet. É importante lembrar que o sal de cozinha é o cloreto de sódio e cada grama contém 0,4g de sódio que, em excesso, sobrecarrega o sistema cardiovascular. Para indivíduos saudáveis, a dose máxima deveria ser de 5 mil miligramas, ou 5 gramas diárias, mas o brasileiro consome o dobro disso.

Fonte: Gazeta Web
G1
Foto: Mkupiec7 para Pixabay

Compartilhe este artigo

Deixe seu comentário

Para comentar na página você deve estar logado em seu perfil do Facebook. Este espaço visa promover um debate sobre o assunto tratado na matéria. Comentários com tons ofensivos, preconceituosos e que firam a ética e a moral poderão ser denunciados, acarretando até mesmo na perda da conta. Leia os termos de uso e participe com responsabilidade.

Comercial

Redação

© COPYRIGHT 2023 – GOCOM GRUPO ONLINE DE COMUNICAÇÃO. TODOS OS DIREITOS RESERVADOS.

Receba as principais notícias direto em seu celular!

Criamos canais exclusivos para você receber todo conteúdo exclusivo da Imprensa Online, clique abaixo no Whatsapp ou Telegram e fique sempre atualizo.