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24 de abril de 2024
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‘Descrença e pandemia influenciaram aumento de abstenções’, diz cientista política

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Quantidade de eleitores que não foram as urnas no 1º turno em Maceió foi de 25,05%, enquanto no Brasil foi de 23,14%. (Fábio Pozzebom/Agência Brasil).

O número de abstenções no 1º turno das eleições de 2020 em Maceió chamou a atenção por ter sido maior do que a quantidade de votos que cada candidato à prefeitura recebeu. De acordo com os dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), 148.318 eleitores não compareceram aos locais de votação e, portanto, não escolheram nenhum candidato. Alfredo Gaspar (MDB) teve 110.234 votos e JHC (PSB), 109.053 votos, ambos estão no 2º turno.

Para a cientista política Luciana Santana, o aumento se deve a vários fatores. “Alguns motivos já vêm de eleições anteriores, como o processo de desencantamento e descrédito com a política. O custo de não votar é muito baixo e as vezes chega a ser até mais barato não ir às urnas. Esse ano, em especial, a gente teve o agravamento com a pandemia, o que acabou afugentando parte do eleitorado. Tivemos também mecanismos que facilitaram a justificativa eleitoral por meios digitais”, disse Luciana.

O índice de abstenção em Maceió foi de 25,05%, enquanto no Brasil foi de 23,14%. Entre os que compareceram às urnas na capital no 1º turno, 21.001 (4,73%) votaram em branco e 41.261 (9,29%) anularam o voto. Em 2016, o número de faltosos foi de 99.085 (17,08%).

Sobre a votação do 2º turno, que acontece no próximo domingo (29), Luciana Santana pontuou que deve-se observar também a quantidade de votos brancos e nulos, que tendem a aumentar. “A gente sempre tem uma abstenção maior no segundo turno, pois parte do eleitorado vai votar com foco nas candidaturas proporcionais (vereadores). também tem movimentos que pregam o voto nulo por não se sentirem representados pelas candidaturas que foram para o segundo turno”.

O estudante Thadeu Santos afirma que não vai votar no 2º turno das eleições deste ano. “Não me sinto representado por nenhuma das duas candidaturas. Não é uma decisão que eu tomo com felicidade, mas essa é a melhor escolha pra mim no momento, não escolher ninguém dos que estão na disputa”, afirmou o universitário.

Já Renata Dias comenta que não abre mão do seu voto. “O voto é uma conquista de todos nós, por isso eu faço questão de ir votar em todas as eleições. Eu ainda estou na dúvida em quem votar no segundo turno, estou analisando as propostas e vendo quem me convence mais”.

Voto obrigatório

A obrigatoriedade do voto é questionada por muitos eleitores durante cada pleito. Sobre essa questão, a cientista política Luciana Santana disse que “não deveria ser revista, o custo eleitoral é muito baixo e ainda temos problemas na equidade de representação. Como temos uma sociedade muito desigual, isso poderia causar uma elitização do processo e afastar os mais pobres da política”.

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