
Uma pegadinha ligada ao influenciador Carlinhos Maia deixou de ser apenas conteúdo para as redes sociais e terminou com militares recolhidos administrativamente em Alagoas. A medida foi tomada depois que uma viatura da Polícia Militar apareceu em uma gravação realizada no Rancho do Maia, em Ipioca, no Litoral Norte de Maceió.
As imagens foram divulgadas no sábado (8) e mostram o veículo oficial sendo utilizado durante uma produção relacionada ao projeto comandado pelo influenciador. A participação da viatura provocou repercussão e levou o Comando-Geral da Polícia Militar de Alagoas a acionar a Corregedoria-Geral da corporação.
Segundo a PM-AL, foram adotadas as medidas cabíveis assim que a instituição tomou conhecimento do possível uso da viatura para uma finalidade diferente da atividade de policiamento.
Os militares envolvidos foram recolhidos administrativamente, conforme estabelece o regulamento disciplinar da corporação. Eles deverão responder pelos atos praticados durante um procedimento que buscará esclarecer como o veículo oficial foi parar na gravação e em quais condições ocorreu a participação dos policiais.
“A Polícia Militar ressalta que não compactua com qualquer desvio de conduta por parte de seus integrantes”, declarou a instituição em nota distribuída à imprensa.
A corporação também afirmou que seus integrantes devem manter uma conduta baseada na legalidade e no respeito às normas, tanto durante o exercício da função quanto fora do serviço.
O episódio coloca no centro da apuração o uso de um patrimônio público em uma produção de entretenimento de grande alcance nas redes sociais. Embora o conteúdo estivesse relacionado a Carlinhos Maia e ao Rancho do Maia, ainda não há informação oficial de que o influenciador seja investigado ou responsabilizado pela conduta atribuída aos militares.
Também não foi esclarecido se a produção do Rancho do Maia solicitou autorização para utilizar a viatura, quem autorizou a entrada do veículo no local ou se os policiais estavam oficialmente em serviço no momento da gravação.
Até a última atualização, a Polícia Militar não havia divulgado a quantidade exata, a identidade ou as unidades dos militares recolhidos. A corporação também não informou por quanto tempo eles permanecerão nessa condição nem estabeleceu prazo para a conclusão da apuração disciplinar.
Não foi localizada uma manifestação pública de Carlinhos Maia especificamente sobre o recolhimento dos militares ou sobre a abertura do procedimento na Corregedoria.
O caso permanece sob apuração. As conclusões deverão indicar se houve violação das normas internas da Polícia Militar e quais sanções poderão ser aplicadas aos envolvidos.
Redação IO
Imagens: Reprodução








