
Influenciador é investigado no âmbito da Operação Morro do Alemão; mérito do habeas corpus ainda será analisado pela Câmara Criminal
O desembargador Ivan Vasconcelos Brito Júnior, do Tribunal de Justiça de Alagoas, negou o pedido liminar apresentado pela defesa do influenciador digital Patrick de Almeida Silva, conhecido como PTK. Com a decisão, a prisão preventiva permanece em vigor enquanto o habeas corpus continua tramitando no tribunal.
A decisão foi proferida na sexta-feira, 17 de julho. O relator entendeu, em análise inicial, que não ficou demonstrada uma ilegalidade evidente que justificasse a soltura imediata do investigado. O mérito do pedido ainda deverá ser analisado pela Câmara Criminal do TJAL, após as manifestações previstas no processo.
PTK está preso desde 3 de junho, quando foi alvo da Operação Morro do Alemão. A investigação apura supostos crimes de organização criminosa e lavagem de dinheiro, além de uma possível ligação de investigados com a facção Comando Vermelho.
A prisão tem caráter preventivo. Patrick de Almeida Silva permanece na condição de investigado, e a manutenção da medida cautelar não representa condenação nem julgamento definitivo sobre as suspeitas apuradas.
Defesa questionou fundamentos da prisão
No habeas corpus, a defesa alegou ausência de justa causa e sustentou que os elementos apresentados não seriam suficientes para vincular o influenciador à organização criminosa investigada.
Os advogados também questionaram a ausência de perícia de identificação vocal em um diálogo interceptado, apontaram supostas falhas na cadeia de custódia das provas digitais e contestaram a origem dos valores citados na investigação. A defesa pediu a revogação da prisão ou a substituição por outras medidas cautelares.
Ao examinar o pedido urgente, o desembargador considerou que a investigação reúne, neste momento, elementos indiciários suficientes para justificar a continuidade da prisão preventiva. O relator destacou ainda a complexidade da apuração e afirmou que as alegações defensivas deverão ser avaliadas de forma mais aprofundada no julgamento do mérito.
Operação Morro do Alemão
A Operação Morro do Alemão foi deflagrada pela Secretaria de Estado da Segurança Pública de Alagoas, com participação da Polícia Civil, por meio da Diretoria de Repressão à Corrupção e ao Crime Organizado, e da Polícia Militar.
Segundo o Governo de Alagoas, a operação cumpriu ordens judiciais em Maceió, Marechal Deodoro e no Rio de Janeiro. Ao todo, foram expedidos 21 mandados de prisão e 30 ordens de busca, apreensão e outras medidas cautelares pela 17ª Vara Criminal da Capital. Nove pessoas foram presas durante a ação.
A defesa poderá voltar a apresentar seus argumentos durante a tramitação do habeas corpus. O espaço permanece aberto para novas manifestações dos representantes do influenciador.
Redação IO
Imagem: Reprodução








