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31 de março de 2026

Rússia retalia e amplia ataques contra Ucrânia; Kiev é alvo de bombardeios

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Moscou amplia a guerra contra a Ucrânia, no que está sendo interpretado por observadores internacionais como uma sinalização de que o Kremlin pretende escalar o conflito. Pela primeira vez desde junho, Kiev volta a ser atacada por mísseis russos. Na manhã desta segunda-feira, a capital ucraniana registrou diversas explosões, no que está sendo considerado como uma resposta de Vladimir Putin diante da explosão no fim de semana contra a ponte que liga o território russo à península da Crimeia.

Apesar de o ataque não ter sido reivindicado, o Kremlin denunciou o governo ucraniano como o responsável pelo ato de “terror”. Em Moscou, fontes do alto escalão da diplomacia confirmaram ao UOL ainda no sábado que Putin iria responder.

“Diversas explosões no distrito de Shevchenskivskyi, no centro da capital”, escreveu nas redes sociais o prefeito de Kiev, Vitali Klitschko.

Lviv, Ternopil, Dnipro e Zaporizhzhia também foram atacadas. Andriy Sadovyi, prefeito de Lviv, confirmou que partes da cidade estão sem água ou eletricidade. Mas garantiu que as autoridades estão trabalhando para restabelecer os serviços.

Segundo o governo ucraniano, 41 dos 75 mísseis disparados pela Rússia foram derrubados.

“Região de Kiev e região de Khmelnytsky, Lviv e Dnipro, Vinnytsia, região de Frankiv, Zaporizhzhia, região de Sumy, região de Kharkiv, região de Zhytormyr, região de Kirovohrad, o sul”, escreveu. “Eles querem pânico e caos, eles querem destruir nosso sistema energético”, afirmou.

Para o ucraniano, “o segundo alvo são as pessoas”. “O momento e alvos foram especialmente escolhidos para causar o máximo de danos possíveis. Fiquem em abrigos hoje. Siga sempre as regras de segurança. E lembre-se sempre: A Ucrânia estava aqui antes do aparecimento deste inimigo, a Ucrânia estará aqui depois dele”, completou.

Desde sábado, a explosão na ponte que liga a Rússia ao território da Crimeia deixou o mundo em estado de alerta máximo. Na ONU, todos se lembram da declaração de Dmitry Medvedev, ex-presidente da Rússia, ao alertar em abril aos ucranianos que qualquer ataque contra a ponte na Crimeia teria consequências. “Espero que eles entendam qual seria o alvo de uma retaliação”, disse.

A ponte, de fato, não é qualquer obra. Para Putin, trata-se do símbolo da anexação da península e a conclusão de um “sonho” de diversas gerações de russos. “Finalmente, o milagre ocorreu”, disse em 2018 quando a obra foi inaugurada.

Fonte: Uol
Foto: Reprodução

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