
Ataque ocorreu no Centro de Lambari; equipamentos foram destruídos e a possível motivação envolvendo um ex-companheiro ainda não foi confirmada oficialmente
Uma mulher ateou fogo em equipamentos e ameaçou funcionárias dentro de uma loja da Vivo, no Centro de Lambari, no Sul de Minas Gerais, na manhã desta quinta-feira, dia 20 de agosto. A ação foi registrada pelas câmeras de segurança do estabelecimento.
As imagens mostram quatro trabalhadoras sentadas na área de atendimento quando a mulher entra no local. Em determinado momento, ela acende um fósforo e o joga sobre uma das mesas, dando início às chamas.
As funcionárias levantam-se imediatamente e correm para escapar. Três conseguem entrar em uma sala na parte interna da loja e trancam a porta. Outra trabalhadora deixa o estabelecimento e busca ajuda na rua.
Mulher tentou chegar até as funcionárias
Depois de provocar o primeiro foco de incêndio, a mulher retira da roupa um objeto semelhante a uma barra de ferro e avança na direção das trabalhadoras.
Sem conseguir abrir a porta da sala onde três funcionárias estavam escondidas, ela desfere golpes contra a estrutura. A porta ficou danificada e com um buraco, mas a mulher não conseguiu entrar no espaço.
Ainda durante o ataque, a suspeita derruba objetos, acende outro fósforo e atinge computadores instalados nas mesas de atendimento. Pelo menos um equipamento foi destruído. Parte do mobiliário também ficou queimada.
As imagens mostram que a mulher permanece no estabelecimento por alguns instantes, aparentemente discutindo com as trabalhadoras, antes de deixar o local.
Incêndio foi controlado com extintor
Um funcionário de um estabelecimento vizinho percebeu a movimentação e entrou na loja para ajudar. Ele encontrou um extintor e conseguiu controlar as chamas antes que o fogo se espalhasse por todo o imóvel.
Depois que a situação foi controlada, as funcionárias deixaram a sala onde haviam se protegido. O gerente da unidade, que mora em Varginha, foi chamado para acompanhar a avaliação dos danos e auxiliar na organização do estabelecimento.
Uma garrafa com um líquido que pode ter sido utilizado para iniciar o incêndio teria sido encontrada do lado de fora da loja. A composição da substância, no entanto, ainda não havia sido confirmada pelas autoridades.
Possível motivação amorosa não foi confirmada
Informações preliminares divulgadas após o ataque apontam que a mulher teria agido por causa de um suposto relacionamento entre uma das funcionárias e seu ex-companheiro.
Essa versão ainda não havia sido confirmada oficialmente pela Polícia Militar ou pela Polícia Civil até a última atualização. A motivação, a identidade da suspeita e as circunstâncias anteriores ao ataque continuam sendo apuradas.
Também não havia confirmação oficial sobre a prisão da mulher ou registro de pessoas feridas. Um boletim de ocorrência estava sendo elaborado para formalizar o caso e dar prosseguimento às investigações.
A operadora Vivo foi procurada pela imprensa para comentar o ataque e os prejuízos provocados no estabelecimento, mas ainda não havia divulgado posicionamento.
A matéria poderá ser atualizada assim que novas informações forem apresentadas pelas autoridades.
Redação IO
Imagem: Reprodução








