
Ágatha Isabelly, de 6 anos, e Allan Michael, de 4, não são vistos desde 4 de janeiro; em passagem pela capital alagoana, Clarice Cardoso espalhou cartazes e buscou apoio para ampliar a divulgação do caso.
Mais de sete meses depois do desaparecimento dos filhos no interior do Maranhão, Clarice Cardoso levou a mobilização por Ágatha Isabelly Reis Lago, de 6 anos, e Allan Michael Reis Lago, de 4, até Maceió. A mãe chegou à capital alagoana na quarta-feira (12) com um banner e cartazes das crianças, na tentativa de ampliar o alcance do caso e obter informações que possam ajudar nas buscas.
Antes de seguir para o bairro Cruz das Almas, Clarice afixou cartazes no Terminal Rodoviário de Maceió. Em seguida, foi até as proximidades do prédio onde mora o influenciador Carlinhos Maia e gravou um apelo para que internautas marcassem o perfil dele nas redes sociais. O objetivo, segundo a mãe, era conseguir visibilidade para o desaparecimento não participar de programas ou ações de entretenimento.
Na ocasião, a publicação já reunia quase 50 mil curtidas e cerca de 16 mil comentários, conforme números divulgados pela imprensa local. As interações podem ter aumentado desde então. Até o fechamento desta atualização, em 15 de agosto, não foi localizada nas fontes públicas consultadas uma confirmação de que o influenciador tenha respondido ao pedido.
Desaparecimento ocorreu em comunidade quilombola
Ágatha e Allan desapareceram em 4 de janeiro de 2026, depois de saírem para brincar nas proximidades do povoado quilombola São Sebastião dos Pretos, na zona rural de Bacabal. Eles estavam acompanhados do primo Anderson Kauã, de 8 anos.
Anderson foi encontrado com vida três dias depois, no povoado Santa Rosa, a cerca de quatro quilômetros do ponto onde as crianças tinham sido vistas pela última vez. O menino foi levado para atendimento médico e, após a recuperação, colaborou com a reconstituição do trajeto percorrido pelo grupo.
As primeiras semanas mobilizaram uma grande força-tarefa. Policiais civis e militares, bombeiros, integrantes da Marinha, equipes aéreas, voluntários e cães farejadores participaram das buscas. Também foram usados drones, câmeras térmicas e equipamentos de varredura no Rio Mearim. Apesar da estrutura mobilizada, nenhum vestígio conclusivo dos irmãos foi divulgado.
Investigação segue sob sigilo
Em março, a Polícia Civil do Maranhão informou oficialmente que as buscas e as investigações continuavam em andamento. Ao completar seis meses, em julho, a Secretaria de Estado da Segurança Pública do Maranhão afirmou, em nota reproduzida pela imprensa maranhense, que o inquérito tramitava sob segredo de Justiça e que detalhes sobre diligências, hipóteses e linhas investigativas não poderiam ser divulgados.
No dia 4 de agosto, quando o desaparecimento completou sete meses, a imprensa do Maranhão voltou a informar que Ágatha e Allan permaneciam desaparecidos e que o caso continuava sob investigação da Polícia Civil. A ida de Clarice a Maceió, pouco mais de uma semana depois, acrescentou uma nova frente à mobilização da família: manter as imagens das crianças circulando fora do estado onde ocorreu o desaparecimento.
Como repassar informações
Quem tiver informações concretas sobre o paradeiro de Ágatha Isabelly e Allan Michael deve procurar os canais oficiais da Segurança Pública do Maranhão. O Disque-Denúncia atende pelo número 181 e pelo WhatsApp (98) 99224-8660, com garantia de sigilo ao denunciante.
Informações não verificadas não devem ser divulgadas como fato nas redes sociais. O encaminhamento direto às autoridades ajuda a preservar a investigação e evita a circulação de boatos.
Redação IO
Imagem: Reprodução








