
Relatos apontam ameaças, pagamento antecipado e reserva irregular de vagas públicas nas proximidades do Centro de Convenções
Denúncias de suposta extorsão, ameaças contra motoristas e cobranças coercitivas levaram a Operação Policial Litorânea Integrada (OPLIT) a fiscalizar a atuação de guardadores de veículos nas proximidades do Centro de Convenções de Maceió, no bairro de Jaraguá.
A ação aconteceu na noite de quinta-feira (6). Segundo a Polícia Civil de Alagoas, os relatos indicavam que homens estariam utilizando cones e fitas para reservar vagas públicas, além de exigir pagamento antecipado para permitir que os veículos estacionassem no local.
OPLIT encontrou fitas reservando vagas
Durante a fiscalização, os agentes confirmaram a presença de fitas utilizadas para isolar parte da área. Os cones mencionados nas denúncias, entretanto, não foram encontrados.
Alguns homens localizados nas proximidades foram abordados e orientados sobre a proibição de reservar vagas em vias públicas, impor valores, exigir pagamento antecipado ou constranger motoristas.

Após as abordagens, a OPLIT realizou patrulhamento no entorno do Centro de Convenções. Conforme a Polícia Civil, nenhuma outra irregularidade foi constatada naquele momento. Não houve informação sobre prisões, apreensões ou conduções à delegacia durante a ação.
Vaga pública não tem dono
A atividade de vigiar veículos, por si só, não constitui crime. A situação muda quando o serviço é imposto ao motorista por meio de intimidação, ameaça ou cobrança coercitiva.
A utilização de cones, fitas ou outros objetos para transformar vagas públicas em espaços particulares também é irregular. Dependendo da conduta, ameaças e exigências de pagamento mediante constrangimento podem configurar crimes.
A fiscalização em Jaraguá reforça que nenhuma pessoa pode impedir o estacionamento regular em uma vaga pública ou condicionar sua utilização ao pagamento de determinado valor.
Motoristas que se sintam ameaçados devem evitar confronto direto, buscar um local seguro e acionar as forças de segurança, apresentando informações que possam ajudar na identificação dos envolvidos.
As acusações de extorsão e ameaças permanecem no campo das denúncias recebidas pela Polícia Civil. Durante a fiscalização, a irregularidade efetivamente constatada foi a utilização de fitas para reservar vagas.
Redação IO
Ascom PC/AL
Imagens: Reprodução








