
Kelson Vieira de Oliveira, de 22 anos, foi assassinado no Benedito Bentes após criminosos cobrarem explicações sobre uma postagem; prisão de suspeito representa avanço, mas investigação ainda precisa apresentar respostas
Um homem foi preso nesta quarta-feira (29) por suspeita de envolvimento no assassinato de Kelson Vieira de Oliveira, de 22 anos, morto com 11 tiros no Complexo Benedito Bentes, na parte alta de Maceió. O crime aconteceu na noite de terça-feira (28), na região do Conjunto Frei Damião.
De acordo com os levantamentos iniciais da Polícia Civil, Kelson retornava para casa quando foi surpreendido por aproximadamente dez homens encapuzados. O grupo teria questionado o jovem sobre a venda de drogas e exigido que ele mostrasse o perfil em uma rede social. Após encontrarem uma publicação com referência a uma organização criminosa, os suspeitos efetuaram os disparos.
O suspeito foi localizado em uma residência no Conjunto Geraldo Bulhões, também no Benedito Bentes. No imóvel, os policiais apreenderam um revólver calibre 38, seis munições, aproximadamente 300 gramas de maconha, cinco gramas de cocaína, uma balança de precisão, um celular e peças de roupa semelhantes às descritas por testemunhas.
A apreensão, entretanto, não encerra a apuração. A arma precisa ser submetida a exame balístico para determinar se foi utilizada no homicídio. As roupas, o aparelho celular e os demais materiais recolhidos também deverão ser periciados para estabelecer eventual ligação entre o preso e a execução. Até esta quinta-feira (30), não havia sido divulgado publicamente o resultado dessas análises.
O homem foi encaminhado à Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa, em Chã de Bebedouro, e ficou à disposição da Justiça. As publicações consultadas não esclarecem, porém, se a prisão ocorreu especificamente pelo homicídio, pela arma e pelos entorpecentes encontrados ou se havia alguma ordem judicial contra ele.
Um preso e os demais?
A prisão de um suspeito é apenas o primeiro passo diante da dimensão do crime relatada pelos investigadores. Se aproximadamente dez pessoas participaram da abordagem, ainda é necessário identificar os demais envolvidos, determinar quem efetuou os disparos, esclarecer quem ordenou a ação e verificar se houve planejamento prévio.
Também precisam ser respondidas outras perguntas:
A arma apreendida foi utilizada nos disparos? O celular contém conversas relacionadas ao crime? Qual foi exatamente a participação do homem detido? Quem são os demais encapuzados e onde estão?
A própria DHPP informou que continua realizando diligências para localizar outros suspeitos e esclarecer completamente a dinâmica e a motivação do homicídio.
Kelson pode ter sido assassinado em poucos minutos, mas a apuração não pode terminar com uma única prisão. Um grupo de aproximadamente dez homens, agindo encapuzado e em plena área residencial, exige uma investigação capaz de identificar todos os participantes e eventuais mandantes.
Informações que possam ajudar nas investigações podem ser repassadas anonimamente pelo Disque-Denúncia 181.
Redação IO
Imagem: Reprodução








