
Passageira de 72 anos morreu dois dias após o acidente, ocorrido durante o desembarque de um voo em São Paulo; companhia aérea e concessionária afirmam que prestaram socorro, enquanto as circunstâncias do caso seguem em apuração.
A morte de uma passageira de 72 anos, após uma queda na escada de desembarque de uma aeronave no Aeroporto de Congonhas, em São Paulo, reacendeu um debate importante sobre a segurança nas operações de embarque e desembarque, especialmente no atendimento a idosos e passageiros que necessitam de maior assistência.
Pela gravidade do episódio, o caso ganhou repercussão nacional e levantou questionamentos sobre os cuidados adotados em uma das etapas mais delicadas da viagem aérea.
A vítima foi identificada como Maria da Glória Pereira da Silva Fávaro, de 72 anos. Ela estava em um voo procedente de Ribeirão Preto e caiu da escada durante o desembarque, na última sexta-feira. Após ser socorrida e encaminhada para atendimento médico, permaneceu internada, mas não resistiu e morreu no domingo (31).
Em nota, a Latam lamentou o ocorrido e informou que segue todos os protocolos previstos para esse tipo de situação. Já a Aena, concessionária responsável pelo Aeroporto de Congonhas, afirmou que a passageira recebeu os primeiros socorros ainda no local antes de ser encaminhada para uma unidade de saúde. Até o momento, no entanto, a dinâmica exata do acidente ainda não havia sido oficialmente esclarecida pelas autoridades responsáveis pela apuração.
Embora seja cedo para atribuir responsabilidade direta a qualquer parte, o episódio acende um alerta legítimo sobre os mecanismos de prevenção e assistência no transporte aéreo, sobretudo em casos que envolvem passageiros idosos.
No Brasil, a regulamentação da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) prevê atendimento especial a passageiros com necessidade de assistência, categoria que inclui pessoas com 60 anos ou mais, além de outros grupos que demandam cuidados diferenciados.
Essas normas estabelecem que operadores aeroportuários e companhias aéreas devem adotar medidas para garantir a integridade física e moral desses passageiros, oferecendo apoio em diferentes etapas da viagem, inclusive no embarque e no desembarque. A legislação também reforça a necessidade de atendimento prioritário e de procedimentos adequados para assegurar segurança e dignidade durante toda a experiência de voo.
Diante da comoção causada pelo caso, a expectativa agora se volta para o avanço das investigações, que deverão esclarecer se houve falha operacional, fatalidade imprevisível ou até mesmo necessidade de aperfeiçoamento nos protocolos já existentes.
Até lá, o episódio permanece como um sinal de alerta para companhias, operadores e autoridades do setor: quando se trata de passageiros mais vulneráveis, segurança no desembarque não pode ser tratada como detalhe.
Matéria em atualização.
Redação IO
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