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1 de junho de 2026

Produtora de Dark Horse é alvo de operação que apura suspeita de desvio de verba pública

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Investigação da Polícia Civil de São Paulo mira possíveis irregularidades em contrato do programa Wi-Fi Livre SP; Prefeitura nega irregularidades e diz colaborar com as autoridades

A produtora responsável pelo filme Dark Horse, cinebiografia sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro, entrou no centro de uma investigação conduzida pela Polícia Civil de São Paulo. Nesta segunda-feira, 1º de junho, agentes cumpriram mandados em endereços ligados à Go Up Entertainment, ao Instituto Conhecer Brasil e à Secretaria Municipal de Inovação e Tecnologia da capital paulista.

A operação apura possíveis irregularidades em um contrato do programa Wi-Fi Livre SP, iniciativa voltada à oferta de internet gratuita em comunidades e espaços públicos da cidade. A investigação busca esclarecer se houve fraude contratual, falhas na execução dos serviços, eventual superfaturamento ou desvio de recursos públicos.

O caso ganhou repercussão nacional porque a Go Up Entertainment é a produtora de Dark Horse, longa-metragem sobre a trajetória de Jair Bolsonaro. A apuração investiga se recursos relacionados ao contrato público podem ter tido destinação diferente da prevista. Até o momento, porém, as suspeitas ainda dependem de confirmação pelas autoridades.

O Instituto Conhecer Brasil, conhecido como ICB, é presidido por Karina Ferreira da Gama. Ela também é apontada como responsável pela produtora ligada ao filme. Segundo as informações divulgadas até agora, o contrato investigado previa a instalação e manutenção de pontos de internet gratuita em regiões da capital paulista, com valores milionários.

A Polícia Civil tenta reunir documentos, dados financeiros e informações sobre a execução do contrato para verificar se os serviços contratados foram entregues conforme o previsto. A investigação também deve analisar a relação entre a entidade contratada, a produtora cinematográfica e eventuais movimentações financeiras associadas às empresas e instituições envolvidas.

Apesar do impacto político do caso, é importante destacar que a operação ainda está em fase de apuração. Ser alvo de mandado de busca ou investigação não significa condenação. A responsabilidade de cada pessoa, empresa ou órgão público citado dependerá da análise dos documentos, da manifestação das partes e da conclusão das autoridades competentes.

A Prefeitura de São Paulo informou que colabora com a investigação, afirmou que os documentos solicitados já foram encaminhados e negou irregularidades no contrato. A gestão municipal também sustenta que o programa de internet gratuita segue em funcionamento e que a contratação observou critérios legais.

A produtora, o instituto e os demais citados poderão apresentar suas versões no decorrer da apuração. O caso deve seguir sob acompanhamento da Polícia Civil e de órgãos de controle, especialmente por envolver recursos públicos destinados a um serviço de inclusão digital.

Mais do que o debate político em torno do filme, a investigação levanta uma questão de interesse público: como garantir transparência, fiscalização e efetiva entrega de serviços contratados com dinheiro da população.

Em contratos públicos, a resposta precisa vir com documentos, prestação de contas e apuração rigorosa, sem antecipar culpa, mas também sem ignorar os questionamentos levantados.

Redação IO
Imagem: Reprodução

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