Número passou de 12.352, em 2017, para 9.536, em 2021
Alagoas registrou uma queda de 22,8% na taxa de gravidez na adolescência em cinco anos. Em 2017, o estado teve 12.352 adolescentes em gestação, enquanto em 2021, o número chegou a 9.536. Os dados são do Sistema de Informação de Nascidos Vivos (Sinasc), do Estado de Alagoas. A faixa etária analisada é de mães entre 10 e 19 anos.
De acordo com o Sinasc, em 2017 esse número era de 12.352, em 2018 baixou para 11.942, em 2019 reduziu para 10.756, em 2020 caiu para 9.855 e em 2021 a taxa chegou a 9.536. Ou seja, nos últimos cinco anos houve uma queda de 22,8% nessa taxa.
Dados sobre gravidez na adolescência no Brasil e no mundo
De acordo com relatório publicado em 2018 pela Organização Pan-Americana da Saúde da Organização Mundial da Saúde (OPAS/OMS), Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) e UNFPA, apontam que a taxa mundial de gravidez adolescente é estimada em 46 nascimentos para cada mil mulheres entre 15 e 19 anos.
Na América Latina e no Caribe, a taxa é bem maior e está estimada em 65,5 nascimentos. No Brasil, país com a maior taxa de mães adolescentes da América Latina, esse número chega a 68,4 nascimentos a cada mil adolescentes. Vale esclarecer que a Organização Mundial de Saúde (OMS) considera gravidez na adolescência, a gestação em jovens que têm entre 10 e 19 anos.
O Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA) considera a gravidez na adolescência uma questão de saúde pública, pois as mães mais jovens podem enfrentar maiores riscos de morte e de invalidez durante a gestação e na hora do parto. Além disso, a jovem grávida tem sua infância abruptamente interrompida, uma educação reduzida e perda de oportunidades.







