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14 de janeiro de 2026

Vereador do Rio é acusado de assédio por servidores e ex-funcionários

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O vereador do Rio Gabriel Monteiro
O vereador do Rio Gabriel Monteiro

O vereador do Rio Gabriel Monteiro (sem partido), 27, foi acusado de assédio moral e sexual por cinco pessoas ouvidas pela reportagem do Fantástico, da TV Globo, exibida ontem. Influencer com 23 milhões de seguidores e ex-policial militar, ele foi o terceiro vereador mais votado em 2020.

O Fantástico ouviu uma mulher que teve relações sexuais com o vereador. Segundo ela, que não foi identificada, o início da relação foi consentida, mas o ato evoluiu para estupro, porque ela diz que ele não parou quando ela pediu.

“Teve um momento que ele usou força. Me segurou e foi com tudo. Me deixou sem saída. Eu pedindo para ele parar, ele não respeitou o momento em que eu pedi para ele parar.” Ela relatou que o vereador riu, disse que era uma brincadeira e pediu para que ela não ficasse chateada.

Ao ser questionada se ela se sentiu abusada, a mulher respondeu ao repórter: “Superabusada. Ele me machucou.”

Além dela, a reportagem também ouviu servidores que são ou foram lotados no gabinete de Monteiro na Câmara e todos relataram situações de assédio sexual e moral.

“Carinho em todas as regiões do corpo. Já chegou a pedir também (na região genital, ao ser questionado pelo repórter)”, contou Heitor Monteiro, ex-assessor e produtor.

“Começava a fazer alguns atos eu pedia para ele parar e não parava, de mandar eu fazer carinho nele”, disse Mateus Souza, ex-assessor e editor.

Luiza Batista, ex-assistente de produção, disse que precisou procurar ajuda psiquiátrica após sete meses de trabalho para o vereador. Além de assédio sexual, ela relatou que o ambiente de trabalho tinha “pressão psicológica, xingamentos e humilhação”.

“Ele me abraçava assim por trás, ‘te amo’ e não sei o que, ‘você é minha amiga’. Beijava o meu rosto, saía de pênis ereto e ia mostrar para a segurança”, relata.

“Uma vez, foi no carro que ele começou pedindo para fazer massagem no meu pé. Puxou meu pé e fez massagem. Eu tentava tirar o pé e ele segurava. Aí foi começando a passar a mão nas minhas pernas. Foi para o banco de trás e começou a me agarrar, me morder, me lamber”, continuou ela.

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