DÓLAR HOJE:
Euro Hoje
28 de abril de 2026

Fiocruz: 4 capitais têm UTIs Covid em alerta crítico de ocupação

Ouça este artigo

Compartilhe este artigo

leitos uti

Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) divulgou nota técnica na noite desta quarta-feira (12/1) com alerta para o índice de ocupações de unidades de terapia intensiva (UTI) no Sistema Único de Saúde (SUS) para Covid no Brasil. Segundo dados do Observatório Covid-19 Fiocruz um terço das Unidades Federativas e 10 capitais encontram-se nas zonas de alerta intermediário e crítico.

Segundo a análise, entre as capitais, Recife tem 80% de ocupação; Belo Horizonte, 84%; Fortaleza, 88%; e Goiânia, 94%. Todas estão hoje na zona de alerta crítico. Macapá (60%), Maceió (68%), Salvador (68%), Brasília (74%), Porto Velho (76%) e Vitória (77%) estão na zona de alerta intermediário.

A análise também indica que, até o momento, o patamar de leitos é diferente do verificado em 2021, quando houve picos de Covid, superlotação de UTIs e falta de oxigênio.

A nota alerta para o crescimento nas taxas de ocupação de leitos de UTI no SUS diante da ampla e rápida proliferação da variante Ômicron no Brasil. Ao mesmo tempo, destaca que “menções a um possível colapso no sistema de saúde, neste momento, são incomparáveis com o que foi vivenciado em 2021″.

Segundo os pesquisadores do Observatório, o número de internações em UTI hoje ainda é “predominantemente muito menor” do que aquele observado em 2 de agosto, por exemplo, quando já no quadro de arrefecimento da pandemia leitos começavam a ser retirados. O cenário de vacinação avançada no país é o responsável pela menor gravidade das infecções.

Reabertura de leitos

Os pesquisadores ressaltam no estudo que, mesmo com a menor gravidade em vacinados, não se pode minimizar as preocupações com o novo momento da pandemia.

“Consideramos fundamental ratificar a ideia de que temos um outro cenário com a vacinação e as próprias características das manifestações da Covid-19 pela Ômicron.

Por outro lado, não podemos deixar de considerar o fato de a ocupação de leitos de UTI hoje também refletir o uso de serviços complexos requeridos por casos da variante Delta e casos de influenza”, analisam os responsáveis pelo estudo.

Eles destacam ainda que tão importante quanto estar atento à necessidade de reabertura de leitos, é reorganizar a rede de serviços de saúde no sentido de dar conta dos desfalques de profissionais afastados por contrair a infecção. Médicos e enfermeiros têm sido afastados do trabalho devido à contaminação por Covid (Ômicron, Delta ou Gama) e por influenza.

Além disso, o alerta é para garantir a atuação eficiente da atenção primária em saúde no atendimento a pacientes “empregando, por exemplo, teleatendimento, e prosseguir na vacinação da população”, consideram.

Fonte: Metrópoles
Manoela Alcântara
Foto: Secom JP

Compartilhe este artigo

Deixe seu comentário

Para comentar na página você deve estar logado em seu perfil do Facebook. Este espaço visa promover um debate sobre o assunto tratado na matéria. Comentários com tons ofensivos, preconceituosos e que firam a ética e a moral poderão ser denunciados, acarretando até mesmo na perda da conta. Leia os termos de uso e participe com responsabilidade.

Comercial

Redação

© COPYRIGHT 2023 – GOCOM GRUPO ONLINE DE COMUNICAÇÃO. TODOS OS DIREITOS RESERVADOS.

Receba as principais notícias direto em seu celular!

Criamos canais exclusivos para você receber todo conteúdo exclusivo da Imprensa Online, clique abaixo no Whatsapp ou Telegram e fique sempre atualizo.